Já que fui…te conto!

Um pouco das alegrias e sufocos de quem veio ao mundo a passeio.

Frases de Fernando de Noronha

domingo, 10 de janeiro de 2010

Os dias em Noronha foram inesquecíveis, tanto quanto as frases que ouvimos e falamos por la.

Essas são para saborear:

 

“mas essa pousada que arrumei pra vocês é tão boa!”

Max, na porta de uma pousada horrorosa querendo se livrar da gente

 

“meu chinelinho do lixo veio para o lixo vai”

Tânia, sobre seu chinelo reciclado que se acabou na ilha

 

“vai ter um show de macaxeira hoje”

Pat, querendo se referir a um show de maracatu (imagina só os aipins dançando…)

 

“vocês fiquem sentadinhas aí. Se eles marcaram às 12h eles vão vir”

Taxista, em resposta a pergunta “o que podemos fazer por aqui até os nossos amigos chegarem?”

 

“aqui tem isso, o mercado e a padaria”

O mesmo taxista, quando resolvemos insistir um pouco mais pedindo informações turísticas. Aprendemos que taxista é taxista e não guia turístico

 

“La isla é verde em setembro. La isla tem formação vulcanica”

Guia se esforçando para se comunicar com turistas “americanos”!!!

 

“Voce é prática.”

Guia Silval sobre minha habilidade para andar de sandalha nas pedras escorregadias da trilha

 

“Não. Vamos jantar na Edilma que lá tem mais acompanhamentos.”

Tânia sobre o convite do Zé para jantar um peixe a sós na areia da praia

Fernando de Noronha - diário de bordo 07/01

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Essa vida em Noronha é dura. Seis e meia da manhã e já estávamos nos arrumando para o nosso terceiro dia de mergulho.

Quando chegamos no cais, Zé Renato já estava no barco nos aguardando. Agora com a exclusividade de instrutor mais do que resolvida, ele era só alegria em ter que ficar só com a gente.  Até soltou um, “vou sentir saudades de vocês, do nosso trio de mergulho”.

Tem uma coisa em Noronha que também é muito bom: o tempo de navegação é sempre pequeno. Mal entramos no barco já temos que nos arrumar para cair na água.

Mas vamos voltar alguns minutos.  No cais, fui sentar numa pedra para esperar o barco atracar e acabei puxando papo com o João - fiscal do Ibama que determina os pontos de mergulho.

O negócio funciona da seguinte forma: existem cerca de 20 pontos de mergulhos diferentes na ilha, mas não pode ter mais do que uma embarcação em cada ponto. Quem determina se o barco pode ir ou não para um determinado ponto é o João. Quem chega mais cedo, pega os melhores pontos.

Durante a navegação observei que se quisermos mudar de  ponto basta passar um rádio e pegar a liberação na hora. Organizado, mas sem maiores transtornos.

Papo vai, papo vem, fui garantir um mergulho diferente para nós: 

_João, é você quem autoriza o ponto, né? Olha só, a gente vai na Atlantis, mas não queremos ir nem para Pedras Secas nem para Caieiras. Não autoriza esse não, tá?

E não é que ele fez o que pedi!!!

Fomos para Cagarras Fundas. Um paredão de pedras com milhares de poliquetas. Vimos peixes maiores, mas não tinha tantos cardumes como em Pedras Secas.

 

 

 

 

Fizemos um mergulho multiniveis e chegamos a uma profundidade de 23,9 metros, com 15 metros de visibilidade e 46 minutos de duração.

O segundo mergulho foi em Caieras (porque o mar estava muito agitado). Para compensar, dessa vez fizemos as três cabeças. Numa profundidade de 16 metros durante 48 minutos e 15 metros de visibilidade.

Vimos uma tartaruga com a cabeça enfiada na pedra que ficou meio brava com a nossa aproximação e se mandou. Acho que fazia uma cesta depois do almoço e a gente atrapalhou.

 

 

Ze, que além de ser mega atencioso e fotógrafo, ainda é um explorador dos sete mares de primeira. Achou um grupo de dez lagostas entocadas embaixo de uma rachadura.

Ele veio nos dizer que vai fazer um jantar na praia para a gente de despedida amanhã e se ofereceu para ir mergulhar na praia do leão no sábado, que é sua folga.

O retorno do nosso barco foi brindado por um show de cerca de 30 golfinhos rotadores que foram nos acompanhando. Vimos vários deles dar sete voltas no ar.

Chegamos no porto e almoçamos um sanduiche numa lojinha de madeira na ladeira de acesso ao porto. Outra dica boa dica: se quiser um sanduba de baguete, o de lá é perfeito.

A idéia era comer por ali mesmo para esperar o passeio de barco das 13h. A gente não tinha reserva e tivemos que esperar alguma desistencia.

Tudo certo, embarcamos Na Onda para fazer o litoral do mar de dentro, passando pela baia dos golfinhos. Passeio gostoso porque a gente estava cansada do mergulho e aquele balancinho do barco era quase um berço.

Bem, não da para ter tudo e, dessa vez, ficamos sem golfinhos. Por outro lado, vi uma das cenas mais bonitas da minha vida: Thiago - rapaz que trabalha no barco - chamando os pássaros para alimentá-los. Tres viuvinhas vinham até suas mão pegar o peixe e saiam voando. A coisa mais linda do mundo. É isso ai, estamos num barco com o menino que alimenta pássaros ao ar livre.

 

O barco saiu do porto no sentido da Ilha Rata - que tem esse nome pela quantidade de ratos que lá existem. “Já foi encontrado um fosseo de rato quase do tamanho de um gato”, contam pela ilha… sei lá, né!

Contornamos e navegamos no sentido oposto até a Ponta da Sapata que tem uma rachadura na pedra que vista de um certo ângulo é igual ao mapa do Brasil. Esse visual é de deixar o queixo caído.

Na volta paramos na Baia do Sancho para mergulhar de snorkel. É uma lage com alguns peixes, principalmente o cirurgião,aquele que é todo azul.

Na pedra do leão tem um trecho que as rachaduras da rocha formam umas cavernas que quando as ondas batem faz um ronco que parece um leão despertando. Nessa rocha, vimos pássaros Rabo de Juta fazendo seus ninhos no meio das pedras.

 

Bainho na pousada, anotações no diário de bordo e vamos sair para o Bar do Cachorro onde vai ter música ao vivo. Quem vai tocar é o Neto que faz parte da tripulação da Atlantis.

Ah, tem uma coisa muito legal. A TV local anuncia os shows no Bar do Cachorro . Muito moderno para um local tão rústico. Contrastes que só se vê em Noronha.

Fernando de Noronha - diário de bordo 06/01

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Nada de moleza, já pra fora da cama que são 6h30 da manhã. Partimos para o nosso segundo mergulho em Noronha. Mochila de mergulho a postos, o caminhão da Atlantis passou as 7h15.

O primeiro ponto de mergulho foi Pedras Secas I com 18 metros de profundidade, 25 metros de profundidade e que durou 34 minutos. Mais uma vez a visibilidade é fantástica e a riqueza de vida impressiona.

O segundo mergulho foi no Buraco das Cabras com 17 metros de profundidade, 25 metros de profundidade e que durou 49 minutos. 

 

Alugamos uma máquina de retrato submarina e fizemos nossas própria fotos. Outra habilidade do Ze, ele tira foto em baixo dàgua pra gente e as fotos ficam ótimas.

Já estamos muito mais soltas e o mergulho está sendo cada vez menos tenso e mais divertido. Nada como desenvolver a prática com a visibilidade da água morna de Noronha. No fim do primeiro mergulho, eles o grupo começou a fazer a subida e eu não os avistei, acabei me enrolando e deixei minha nadadeira cair. Pare, pense e aja (a melhor coisa que aprendi com no curso de mergulho). Peguei a nadadeira com o outro pé e a coloquei de volta. O Ze voltou para me buscar e subimos sem problema.

Depois que equalizo o ouvido, eu adoro ficar lá embaixo. É tão bom flutuar, sinto que somos anjos pulando de nuvem para nuvem. Que coisa mais deliciosa.

Ainda tem o encontro de amigos. Com o Ze ficamos mais independente do grupo e quando a gente se encontra é uma festa. Um encontro de amigos no fundo do mar. O Tom até pegou a maquina para tirar fotos nossas. Muito legal.

 

 

Chegamos de volta ao Porto e fomos caminhando até o museu do Tubarão para almoçar. Esse local é uma delícia em todos os sentidos. Ficamos deitadas numas espriguiçadeiras com vista para um jardim de esculturas em ferro de coisas do mar e ao fundo a linha do horizonte.

Comemos bolinho de tubarão e pegamos no sono enquanto o almoço não ficava pronto. Esse restaurante do museu do Tubarão é especializado no bacalhau de tubarão - o tubalhau. Pedi uma tubalhoada e a Tania um escondidinho de tubarão com macacheira. O meu prato estava bom, mas o dela estava delicioso.

Barriguinhas cheias, fomos tomar um banho e caminhamos até a Vila dos Remédios para ver as fotos do mergulho na Atlantis e fechar os próximos. Com o mar alto desse jeito, mergulhar é sem dúvida o melhor programa.

De lá, pegamos um onibus e fomos para o Tamar assistir um video sobre a Ilha da Georgia do Sul e suas especies de leões marinhos e pinguins (Survival Island) e a palestra da Patrícia - que se nomeia intérprete ambiental, quem traduz para os turistas as caracteristicas geológicas da ilha (queria esse emprego). A palestra, Do Vulcão ao Paraíso, foi bem interessante sobre a formação rochosa da ilha. Comprinhas, fotos e voltamos para o centro para jantar uma pizza na praça Flamboyant.

 

 

Vamos acordar cedo amanhã, e Tania acabou me convencendo que o melhor era ir dormir, embora estivesse cheia de vontade de ir dançar.

Fernando de Noronha - diário de bordo 05/01

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Acordamos mais tarde porque ninguém é de ferro e o ano já começou. Tomamos café e fomos direto para a Vila do Trinta entrar de penetra no passeio do Gustavo. O taxista que pegamos foi um show à parte.

Ao sairmos da pousada percebemos que não daria tempo de ira outro lugar, então pedimos que nos levasse direto para a Vila do Trinta, mas teríamos que esperar 40 minutos. Então perguntamos a ele o que poderíamos fazer ali na Vila enquanto esperávamos….

 “Voces fiquem sentadinhas aí. Se eles marcaram as 12h eles vão vir”

Mas uma tentativa…… “mas o que tem aqui na Vila do Trinta…”

“Aqui tem isso, o mercado e a padaria”

Como a gente não desiste fácil….pedimos que nos levasse até a praia Air France enquanto fazíamos hora. Lá também fica o Cine Noronha (pelo qual passamos correndo porque o taxista não queria esperar).

“Moço, porque isso aqui se chama Air France? Tem alguma coisa a ver com o acidente aéreo?”

“Aqui se chama Air France e pronto.”

“Mas por quê?”

“Porque os americanos chegaram aqui e fizeram sua base…entendeu…Air France é base americana!!!!!!!!!”

Ponta do Air France

Ponta da Air France

Lição importante…em Noronha taxista é taxista e guia é guia, não tente misturar as coisas ou corre o risco de ninguém mais se entender.

Fomos para o ponto de encontro e Gustavo não apareceu. Mas como não somos quadrado e sabemos nos virar, quando vi um carinha com jeito de guia chegando fui logo perguntar se poderíamos entrar no grupo dele para a trilha no Atalaia. Tudo certo, fomos com o Fernando (o tal guia) fazer a trilha curta.

Ali o esquema é o seguinte: tem uma cabaninha que funciona como ponto de encontro, bar e chuveiro. Ao lado, fica o portão de acesso com um fiscal do Ibama que controla o número de pessoas e o registro na lista de reservas. O guia deve passar a lista de nomes e reservar o acesso que ocorre de 30 em 30 minutos entre 11h e 13h, sendo que esse horário varia de acordo com a maré. Só pode ter um grupo de cada vez e o tempo é rigidamente controlado.

Nosso nome não estava na lista, mas por conta de duas pessoas que faltaram pudemos fazer a trilha.

 

Caminhamos por cerca de 40 minutos até chegarmos a uma praia que na sua margem tem um cinturão de corais que forma uma piscina com uns 50 centimetros de profundidade. Não pode encostra no chão e todos devem ficar boiando sem bater as pernas.

Trilha curta do Atalaia

A vida marinha é maravilhosa….vimos peixes de todos os tipos e até um caçãozinho e uma moreia.

Ponta da Atalaia
Ponta da Atalaia

 

Ponta da Atalaia

Ponta da Atalaia

 

Moreia na água

Na volta, sentamos na tal cabana para descansar e não é que conhecemos Xoxa?!

No primeiro  mergulho, Ze solta a seguinte pérola:

“Voces podem fazer a caminhada com a minha irmã. Não tem como errar, ela é a minha cara. É a Xoxa.”

“Por que Xoxa?”

“Porque quando ela nasceu era assim uma xoxinha!!!!”

Não é que Xoxa é a cara de Zé. Ela passou ao nosso lado e não resistimo de perguntar. Como tinhamos acabado de marcar de fazer a outra trilha com o Sival, pegamos o telefone dela no caso de precisarmos.

Mofamos no ponto de onibus e resolvemos pegar um taxi. Tivemos então uma nova surpresa (taxista em Noronha é figuraça):

“Moço, leva a gente para a Baia dos Porcos?”

“Levo não,  o mar está alto. Vou levar vocês para o Sueste que é melhor.”

“Mas a gente já foi lá. Queremos ir para a Baia dos Porcos!”

“Não. Vou levar vocês para o Sueste.”

O tom paternal completa essa cena. Esse povo daqui é muito engraçado!!!

Ficamos de boresta no Sueste até o fim da tarde. Sol e água quente. Esse ano está começando com o pé direito.

Baia do Sueste

Baia do Sueste

 

Baia do Sueste

Baia do Sueste

 

Banho e palestra no Tamar. É o local mais bem arrumadinho que conhecemos na ilha. Ótimo auditório, lojinha bacana, exposição, bar e um monte de replica de tartaruga para foto. Só que nesse dia levamos a máquina sem bateria. Xii, já entramos no clima de Noronha…

Na sequencia, fomos jantar no restaurante Varanda. IMPERDÍVEL! Comemos um bobó de lagosta maravilhoso. O local é charmosíssimo e o preço honesto. Vale a pena.

Fernando de Noronha - diário de bordo 04/01

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nada mais promissor para um ano que se inicia do que passar a manhã toda do primeiro dia útil mergulhando no mar de fora de Fernando de Noronha. Assim foi o primeiro dia útil de 2010: mergulho em Pedras Secas e depois em Caieiras. Eta primeiro dia do ano mais útil de todos os tempos!!!

Acordamos às 6h30 com soooono de mais para sentir qualquer excitação com o programa. Será o nosso primeiro mergulho sem o Wilian - nosso mega super fofo instrutor da Brazil Divers.

Saida do catamarã do porto para o mergulho

Saida do catamarã do porto para o mergulho

O carro da operadora passou na pousada às 7h20 para irmos para o Porto. Lá as ondas estavam tão grandes que o catamarã parecia uma prancha de surfe. Tania ameaçou desistir da saída de barco, mas não a deixei nem sequer completar a frase. Tenho que concordar que a coisa estava feia, mas já acordamos às 6h, já estávamos ali, agora não dava mais para voltar atrás.

No píer, me aproximei de um rapaz com a camiseta da Atlantis. Comentei que tínhamos contratado um instrutor exclusivo e que gostaríamos de conhecê-lo (o cara era um gato, mas infelizmente não seri nosso instrutor particular). O Tom (para manter a linha do gato) saiu para saber quem seria o instrutor, mas nós duas só iríamos saber embarcadas. Dias depois soubemos que rolou um jogo de empurra para decidir quem iria ficar com as “malas”, mas nessa época o Zé já estava encantado com a gente e despertando inveja naquele que não nos quiseram (mas isso já é outra história). Embarcamos e conhecemos Zé Renato (que foi chamado de Ze Roberto, Zé qualquer coisa, menos de Renato até o dia seguinte quando nos corrigiram).

“Zé, meu nome é Patrícia e vou passar um briefing para você” A cara de espanto que ele fez ao me ouvir falar já sinalizava que o dia seria longo para ele.

Zé Renato - o melhor instrutor de mergulho de Noronha

Zé Renato - o melhor instrutor de mergulho de Noronha

Vamos falar um pouco do Zé. Ele foi a personagem mais divertida da nossa viagem. Zé é de um bom humor e paciência inacreditável. Mega fofo, fez tudo por nós. Arrumou o material, colocou nossas nadadeiras, me deu o seu lastro porque o meu estava pouco (e eu ainda devolvi para ele na hora de subir para não precisar fazer força). Enfim, se você está indo para Fernando de Noronha, o cara para mergulhar contigo é o Zé Renato!

Tania mergulhou de mãos dadas com ele e eu, mais atiradinha, já fui logo me soltando. 

Mergulho em Pedras Secas

Mergulho em Pedras Secas

O mergulho foi lindo. O primeiro em Pedras Secas I - o melhor ponto de mergulho de Noronha. Cânion, túnel, corais, o fundo do mar parece uma cidade de pedras e corais. Vimos um mundo de peixes diferentes. A água é de uma transparência inacreditável. Me senti nadando no aquário. A visibilidade era de 20 metros - para o Noronhence meio ruizinho (eta povo mal acostumado). Fomos a 17 metros, e ainda víamos o espelho de água lá em cima. Esse mergulho durou 37 minutos.

Mergulho em Caieiras

Mergulho em Caieiras

O segundo foi em Caieiras. Na ida para o primeiro mergulho dois golfinhos acompanharam o barco. O local tem umas formações de corais que lembra uma mesa. São três cabeças e nesse mergulho ficamos só na primeira. Não é tão bonito quanto Pedras Secas, mas de qualquer forma, é maravilhoso. Foram 16 metros de profundidade durante 44 minutos. Águas quentes e transparentes. Vimos muitos peixes, tartarugas, arraia e até um tubarão. Agora sim Noronha começa a fazer sentido.

Caieiras

Caieiras

Com certeza 90% da beleza da ilha está submersa. A falta de chuva faz o visual da ilha ficar seco, empoeirado, marrom.

Almoçamos no restaurante a quilo Ousadia - bem honesto. E como ninguém é de ferro fomos descansar na rede da varanda da pousada.

Por conta do swell o mar ficou tão alto que não houve operação de mergulho na parte da tarde. Zé então nos chamou para mergulhar no Sueste com ele. Esse foi bem mais legal que o primeiro que fizemos com o Pontual durante o Ilha Tour. Fomos bem longe, até a ponta à direita. Foram duas horas de mergulho de snorkel e um show de vida marinha: tartaruga já virou fichinha, peixes de todas as cores, peixe borboleta, cofre, moréia listrada e pintada, polvo na toca, tubarão limão, poliquetas e um linguado em cima de uma pedra. Procuramos por ouriços brancos, mas não encontramos. Segundo o Zé, devem ter sido comidos por algum tubarão; lenda ou não, nunca saberemos!

Saímos do Sueste no final da tarde e fomos caminhando pela trilha até a praia do Leão. A idéia era mergulhar lá, mas estava com tanta correnteza que não tivemos coragem de entrar. Aí, fazer o que, sentamos na areia e vimos um por do sol cor de rosa.

De volta para a pousada

De volta para a pousada

Pegamos uma carona do Leão até o Sueste e de lá um ônibus para a praça dos Flamboyant. Caminhando para pousada paramos na Toca da Tapioca. Estávamos tão sujas que ficamos com vergonha de entrar. A casa deles é um charme, toda bonitinha. A dona, uma simpatia só, nos fez entrar e nos serviu uma das melhores tapiocas que já comi até hoje. Ainda aproveitei para pegar a receita.

“Usar goma de tapioca. Espalha pela frigideira de inox sem gordura. Não amassar com colher porque fica dura. Arrumar com o garfo. Coloca o recheio que quiser e fecha que nem sanduiche. Está pronta.”

Essa ilha da uma fome!!!! Se não fosse isso, voltaríamos mega saradas.

Banho, descansinho e rua. Fomos para o Bar do Cachorro na Vila dos Remédios onde estava rolando um show de maracatu.

Bar do Cachorro

Bar do Cachorro

Tem outra coisa em Noronha que é muito legal: todo mundo se encontra o tempo todo. Sem perceber sentamos ao lado das meninas que estavam no Ilha Tour, que por sua vez, estavam conversando com quem: o Zé.

Ainda não contei sobre Eliana. Produtora de longa, paraense, estava na ilha com mais duas amigas. Gente boa, divertida e meio porra louca. Tirando o tempo que as duas ficavam falando da próxima produção que vão fazer com o Rodrigo Santoro, elas eram bem legais. Nos conhecemos no Ilha Tour, ela foi mergulhar com a gente no primeiro dia e passamos a nos encontrar em tudo que era canto. Bem, lá estavam elas no bar do Cachorro.

Show de Maracatu

Show de Maracatu

Em frente a um palco improvisado um grupo de meninas da região começou a dançar. Nos posicionamos atrás delas para tentar aprender os passos, mas confesso que a Tânia se saiu muito melhor que eu.

Saímos do Bar do Cachorro e fomos até a pizzaria na esperança de encontrar o Gustavo, o rapaz que conhecemos no vôo de vinda. No dia anterior encontramos com ele durante o por do sol no mirante do forte de São Pedro do Boldró e combinamos uma saída juntos. Bem, como já disse, um dos charmes de Noronha é esse, encontrar as pessoas que queremos. Lá estava ele na pizzaria. Perguntamos sobre a programação e marcamos de nos encontrarmos na Vila do Trinta às 12h para fazer a trilha do Atalaia com um grupo de amigos dele.

Eta soninho bom depois desse primeiro dia útil do ano!!!!

Fernando de Noronha - diário de bordo 03/01

domingo, 3 de janeiro de 2010

No pacote da pousada está incluso um Ilha Tour, então resolvemos fazê-lo logo, para ter uma visão geral da ilha.

Pontual, nosso guia, chegou com 1 hora de atraso, mas muita simpatia e boa vontade.

Começamos o passeio pela praia do Sancho. Fomos até o mirante por um caminho com árvores venenosas nas quais não se pode encostar. Por mais que ele avise, não é que da vontade de se apoiar nelas! A vista é deslumbrante.

Vista do mirante da praia do Sancho

Vista do mirante da praia do Sancho

Vista do mirante da praia do Sancho

Vista do mirante da praia do Sancho

 

Acesso a praia do Sancho

Acesso a praia do Sancho

Depois a famosa escada para acessar a praia. 201 degraus em vertical por dentro de um buraco para sair numa das praias mais bonitas do mundo, segundo o Guia 4 Rodas.

Nosso passeio está sendo marcado pelo mar que está mexido por conta dos Swells que estão entrando e por coisas que não funcionam ou ficam melhores  “só em setembro”.

_Esse chuveiro na praia funciona?

_Agora não, só em setembro.

Em seguida fomos para a Cacimba do Padre, que é por onde a gente chega nas piscinas naturais da Baia dos Porcos. Tem esse nome porque quando os americanos chegaram acharam parecidos com a Enseada dos Porcos em Cuba.

Ficamos imersas nas piscinas, olhando os peixinhos que vinham nos morder provando um pouco da nossa gostosura!

Hora do almoço. Eta coisa que dá nessa ilha é fome! Paramos no Restaurante Tartarugão.

Outra pérola da ilha:

_Vocês não podem pegar o acompanhamento agora não. Tem que esperar o prato principal se não estraga a apresentação.

De lá fomos para o mirante do Buraco da Raquel.

Buraco da Raquel

Buraco da Raquel

Reza a lenda que Raquel, filha o diretor do presídio cedia seus encantos carnais para os 3.000 presos da ilha nos seus dias de “folga” (até hoje não entendi o que seria o dia de folga de um presidiário). Porém, a bela donzela,  não se satisfazia com os homens a seu dispor, dos mais variados tipos e origens. Do local onde ficava, uma pequena gruta a beira mar, ela avistava o Morro do Pico (e pode ter certeza que não há nada mais fálico do que esse morro). Ao comparar o desempenho de seus amantes com sua imaginação ao admirar o Morro de Pico, Raquel se torna cada vez mais uma eterna insatisfeita.

Vista do Morro do Pico

Vista do Morro do Pico

Nosso guia encenou um diálogo entre Raquel e seus amantes que ficou muito melhor quando ele fez o papel de Raquel.

O Mirante do Buraco da Raquel fica no mesmo local do museu do Tubarão, onde dias depois comemos o tal Tubalhau - bacalhau de tubarão (isso faz algum sentido semanticamente??!)

Nossa próxima parada foi o mirante da praia do Leão que ao entardecer fica lindo.

Em seguida fomos para a baía do Sueste para mergulho de snorkel. Apesar das águas serem mais turvas por causa do chão, nadamos com tartarugas, peixes grandes, médios e muito coloridos e até com um filhote de tubarão lixa.

Pôr-do-sol no mirante do forte de São Pedro do Boldró. O visual é de enlouquecer. Musiquinha rolando, muita gente bonita, esteiras no chão, mesinha de bar e o sol indo embora no nosso primeiro dia inteirinho em Noronha.

Por do sol no mirante do Boldró

Por do sol no mirante do Boldró

Chegamos na Vila dos Remédios no início da noite e fomos na operadora Atlantis marcar o mergulho para o dia seguinte.

Tapioca na janela para aquecer o estomago. É isso mesmo, a loja da tapioca é uma janela numa beirada com três mesinhas. A tapioca pronta é passada pela janela para quem está sentado nas mesas. Coisas de Noronha.

Sufoco mesmo foi lavar o equipamento de mergulho que levamos para o passeio. Uma trabalheira daquelas e, além de tudo, alagou todo o banheiro.

Fim do dia com leitura na varanda e chazinho com biscoito. Dormimos cedo para nos prepararmos para o nosso primeiro mergulho sem o Willian (nosso instrutor do curso). Ai meu Deus, e se entrar água na máscara! Foi essa parte do curso que nós duas fomos reprovadas. O medo que rolava era tal que contratamos um instrutor exclusivo só para nós duas.  Foi a melhor decisão que tomamos nessa viagem. No próximo post vou apresentar o Zé.

Fernando de Noronha - diário de bordo 02/01

sábado, 2 de janeiro de 2010

Check-in do aeroporto de Noronha

Check-in do aeroporto de Noronha

Chegamos a ilha por volta das 14h depois de 7 horas de vôo (relativamente confortável). Max nos esperava no aeroporto, com seu ar distante que minutos depois saberíamos o motivo. Entramos no seu carro mega animadas, dizendo que ouvimos falar bem da pousada (quem nos disse que conhecia foi o Gustavo, que conhecemos no vôo).

Aqui vale um parêntese sobre Gustavo - ele estava vindo para Noronha pelo quarto ano consecutivo - sempre na mesma época. Já veio com a mulher para tentar recuperar o casamento, “com a namorada da vez”, já passou a virada do ano no aeroporto e agora resolveu vir só. A idéia dele era alugar um bugre e não se sentir preso a nada. Logo isso também vai fazer muito sentido para nós…

Mas voltando ao Max e sua simpatia monossilábica, num determinado ponto do caminho, no meio das inúmeras perguntas que a excitação da chegada produzia, ele nos diz:

_Os vôos estão muito confusos e estão atrapalhando tudo. Vocês vão ficar essa noite em outra pousada que arrumei. Tem um casal que a cia aerea fez uma confusão no vôo e eles não sairam. Ai vocês ficam na outra pousada e amanha cedo vou lá buscar vocês duas.

Com uma cara de pasmas, levamos algum tempo para processar a idéia. Quando chegamos na porta da tal pousada - deu vontade de sair correndo de volta para casa. Virei para a Tania:

_Amiga, eu já tinha desligado o cérebro, mas acho que vou precisar religá-lo.

Na sequencia, agora já com outro tom e direto para o Max:

_ Max, não tem a menor possibilidade da gente ficar aqui! - disse taxativamente.

_Se o casal se confundiu, problema deles. Eles é que venham pra cá. Nós vamos para a sua pousada. Isso não é problema nosso.

Ele ficou parecendo um gato correndo atrás do próprio rabo. Por fim nos levou para sua pousada e nos deu um quarto que já estava pronto. Acho que o trote da outra pousada ficou para alguém que chegou no vôo seguinte.

Finalmente chegamos! Malas no quarto, roupa trocada (por ordem da Neide - esposa do Max).

_Troquem de roupa que depois explico onde vocês podem comer.

_Mas eu prefiro ficar assim mesmo.

_Não, não. Se troca que eu falo.

E a gente nem estava arrumada, era só uma calça esportiva e camisa de malha. Mas manda quem sabe obedece quem tem fome.

Biquínis a postos, fomos almoçar no restaurante da Edilma. Filé de tubarão com molho de camarão. Um espetáculo!!!!  O restaurante fica na Vila dos Remédios. Não tem erro.

Ladeira abaixo, fomos conhecer e tirar fotos da praia do Cachorro - o mar estava batendo horrores. Dizem que em setembro a praia tem até campo de vôlei. Ao lado tem um sitio arqueológico da salgadeira, onde aos presos salgavam o peixe no chão para conservá-lo por mais tempo.

Salgadeira ao lado da praia do Cachorro

Salgadeira ao lado da praia do Cachorro

Caminhamos pela praia do Meio e depois fomos até a praia da Conceição. Estava rolando uma festa na praia ao pôr-do-sol e encontramos com o Rodrigo Santoro e uma galera do surf por lá.

Festa na praia da Conceição

Festa na praia da Conceição

Nessa época do ano, Noronha recebe o Suwell - um vento forte do hemisfério norte que trás ondas fantástica para a ilha. Uma festa para os surfistas, um pesadelo para os mergulhadores.

Voltamos para a pousada, tomamos um banho, e fomos para a pizzaria na Vila dos Remédios onde rolou um show de reagge. O baterista do grupo de reagge nos deu carona da praia da Conceição até a estrada.

Ele é casado com a chef de cozinha que trabalha no restaurante da pousada Zé Maria. Ele nos contou, acho que em segredo (Ops), que não gosta da comida que ela faz. “Muita enrolação… puxa um coentro pra cá um manjericão pra lá…gosto não”

Na pizzaria, onde quase perdemos a mesa conseguida depois de muitos pedidos, conhecemos o Valdeco. Ele mora em Fortaleza, mergulha, faz ioga, tem uma indústria de lingerie (quase pedi o cara em casamento). A viagem dele era bem diferente. O grupo saiu de Recife de veleiro e a programação era mergulhar o tempo todo. Três ou quatro mergulhos por dia, mergulho noturno, caverna, tinha de tudo no programa deles.

Bem, showzinho de reagge meia sola, mas a pizza estava ótima! É a primeira noite em Noronha. E essa viagem promete!

Fernando de Noronha - dicas

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vila dos Remédios

Vila dos Remédios

Coloquei aqui algumas dicas de viagem para Fernando de Noronha que me passaram na época e que descobri na viagem. Aproveite!!! Antes de tudo você deve ter em mente que se trata de uma ilha em que tudo fica no Centro, na Vila dos Remédios, a qual você percorre a pé. Não é fácil andar já que é uma baita ladeira coberta de pedra. Tênis é o melhor calçado. Rasteirinha, pode escorregar e não da firmeza. Salto alto, jamais!

 

 Mergulho:

Barco da Atlantis se preparando a sa�da para mergulho

Barco da Atlantis se preparando a saída para mergulho

Esquema é ir até a operadora para agendar o mergulho. Fica lotado rápido, então, faça isso com antecedência e lembre que você não pode mergulhar 24 horas antes nem depois do vôo. Os preços são salgados e semelhantes entre as operadoras, mas vale a pena fazer uma pesquisa. 

 Se você não é credenciado, terá que fazer o batismo que são os grupos que saem a tarde com instrutores, onde ninguém tem experiência anterior ou tem pouca.

Se você é credenciado, aí o programa fica bem mais divertido. O barco sai pela manhã do cais (só tem um na ilha). Todos os barcos saem no mesmo horário e um fiscal do Ibama é quem libera os pontos de mergulho para as operadoras, assim não ficam dois barcos no mesmo ponto. A operadora que chega cedo, pega os melhores pontos. O grupo fará dois mergulhos, em pontos diferentes.

Você pode contratar a filmagem e aí fica uma pessoa filmando o seu mergulho e depois edita com imagens da ilha num DVD. A fotografia sempre tem e no final do dia ficam disponíveis no computador da operadora (no caso da Atlantis) para quem quiser comprar.

 O caminhão da operadora passa nas pousadas para pegar o pessoal, o que significa que você terá que acordar por volta das 6h (avisa na sua pousada que você vai mergulhar). Na Pousada Algas Marinhas, onde fiquei, eles preparavam um café especial para a gente não sair sem comer. Bem legal. O retorno do barco para o cais é por volta das 11h.

 

Almoço:

Restaurante no Museu do Tubarão

Restaurante no Museu do Tubarão

Se você está no cais, após o mergulho, a melhor opção é ir para o Museu do Tubarão. Não da para ir a pé, mas sempre rola alguém que passa de carro e pegar carona em Fernando de Noronha é muito comum. Também tem ônibus que sai do cais para o Museu e taxi circulando.

 No Museu do Tubarão você pode descansar um pouco e comer o prato especial deles que é “bacalhau de tubarão” - Tubalhau. Eu preferi o escondidinho de tubarão que é dos deuses.

 

Passeios legais na ilha:

Ilhatur - leva o dia inteiro e se conhece praticamente toda a ilha. Tem parada para mergulho e visita aos principais pontos. Sugiro fazer esse passeio nos primeiros dias. 

Passeios de barco - leva metade do dia e é legal para ver os golfinhos, dar uns mergulhos e conhecer o “mar de dentro”. As praias e pontos de mergulho são conhecidos por serem no mar de dentro (para o lado do continente) e mar de fora (para o lado do oceano). A época do ano e o clima mudam as características do mar de dentro e do mar de fora. No período de janeiro e fevereiro o mar de dentro fica muito agitado e não da para mergulhar, os melhores pontos, então, são no mar de fora. No período de setembro inverte.

 Prancha submarina - quando fui não estava funcionando, mas quem já fez diz que é imperdível. Uma pena não ter!

 Trilha de Atalaia - tem a grande e a curta. A grande é muito cansativa, pois é quase o dia inteiro e anda p´ra caramba. Nela dá para conhecer uma boa parte do “mar de fora”. A trilha curta é menos cansativa e da para mergulhar em uma das piscinas naturais. Você tem que marcar com antecedência por conta do controle do número de turistas na trilha.

Passeio histórico - Se sobrar tempo é legal. Optei por fazer sozinha, mas com um guia seria melhor. Embora, se você fez o ilhatur, já conhece quase todos os pontos.

 Balé dos golfinhos na Baia dos Golfinhos, bem de manhã ou no final da tarde. Eu preferi fazer de barco. Quem fez a pé contou que ou não viu porque no dia não tinha golfinho ou que via de muito longe. De barco foi bem legal porque eles nadam ao lado do barco e saltam bem perto da gente.

 Explorar praias e trilhas a pé. Fiz isso no dia que cheguei e valeu muito a pena. Fomos até a praia da Conceição e estava rolando um som ótimo, gente dançando e um alto astral geral.

 Mergulhar na Baía dos Porcos (só no período de setembro).

 Mergulhar na Baía do Sueste. Esse era programa para quase todo fim do dia. É mergulho com snoker e não pode encostar no fundo, por isso você tem que usar um colete para flutuar. Vimos tartarugas, peixe cofre, linguado e muitos outros.

 Mergulhar na Praia do Leão. É mais perigoso e aconselho que você vá com algum instrutor de mergulho. Quando fui, o mar estava muito agitado e acabei não mergulhando. Fiquei para ver o pôr-do-sol que já valeu muito. O Zé, instrutor que mergulhava com a gente, comentou que próximo a ilha (que fica em frente a praia) se vê muito peixe grande, leão marinho e tubarão. Se é verdade, não sei!

 No Projeto Tamar tem uma programação para ver a desova das tartarugas na praia da Leão ao pôr-do-sol. Procure se informar sobre a época certa. É um programa bem legal. As palestras no Projeto Tamar. Rola toda noite uma palestra diferente e é um ponto de encontro das pessoas que estão na ilha. Achei que era furada, mas depois que fui, gostei muito.

 Pôr do Sol no Forte do Boldró. Rola uma musica instrumental, uma caipirinha e umas esteiras para ficar apreciando a paisagem e batendo papo.

 

 A noite:

 Sem muita opção. O forte da ilha é durante o dia. Você pode escolher entre os restaurantes para jantar e papear ou ir para a Vila dos Remédios. Opções:

 Bar do Cachorro - espaço com shows de grupos locais, um som razoável e vista para o mar (a noite não da para ver nada, mas a gente escuta o barulho das ondas).

 Pizzaria - a pizza é boa, o som razoável. As pessoas primeiro vão para a pizzaria para depois irem para o Bar do Cachorro.

 Trailler - fica bem no meio da ladeira, em frente a igreja e serve cachorro-quente, cerveja e outras coisinhas.

 Tapiocaria - para mim o ponto alto da gastronomia exótica de Noronha. É uma janela com uma pequena “varanda” onde as pessoas ficam sentadas numa meia dúzia de mesas e a atendente serve todos os tipos de recheio de tapioca por essa janela.  

 

Recebi essas dicas antes de viajar e me ajudou bastante:

 Passeio dos Golfinhos - (081) 3619-1295 ou 3619.1744 (dica: marcar p/ 2º dia)

 Plana Sub - (081) 3619-1365 (Não façam com os “genéricos” não é a mesma coisa do que fazer com o que projetou a prancha, Leonardo Veras, marcar no museu do Tubarão) (dica: marcar p/ 3º dia)

Mergulho Autônomo - Operadora Atlantis (084) 3206-8840 / 3206-8841 / 3206-8842 - Procurar o Roderick, ver o melhor preço e informar o data do vôo de volta para agendar o mergulho com 24hs de antecedência. (dica: marcar no 2º dia)

 Trilha da Caiera - Ligar para o Projeto Tamar e pedir o telefone para agendar a trilha (dica: marcar no penultimo dia, pq a trilha acaba com a gente)

 

Restaurantes:

Cacimba Bistro - Perfeito para comer atum

Tratoria di Morena - Comida italiana. Abre de segunda a sábado das 19:00 às 22:30. Aceita todos os cartões.

Tartarugão - Picanha na chapa, moquecas,crustáceos. Abre de terça a domingo das 12 as 15 e das 18 às 23 horas.

Restaurante do Nascimento - Frutos do mar. Abre todos os dias para almoço e jantar. Exceto terça-feira.

Pousada Maravilha - Reserve a ultima noite de despedida com um jantar ou um drink na Pousada Maravilha, vale a pena ir conhecer o local.

Restaurante Zé Maria - (081) 3619-1258. Aberto todos os dias para almoço e jantar. Tem um buffet meio caro, mas vale como um programa, toda quarta e sábado, tem que marcar.

Tricolor - Esse é bem mais simples, mas a comida maravilhosa!!!! Peça uma moqueca de barracuda. É tudo de bom!!!

Fernando de Noronha - preparação

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vista aérea de Fernando de Noronha

Vista aérea de Fernando de Noronha

Se você quer ir para Fernando de Noronha, precisa saber de algumas dicas que podem fazer toda a diferença na sua viagem.

 1 - defina o período certo da sua viagem. E é simples:

Você gosta de surf, quer pegar onda e curtir festinhas na praia … a época é o verão, meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando chove pouco, a ilha está mais seca, mas as ondas estão ótimas.

Você gosta de mergulho, flutuações, ver peixinhos nas piscinas naturais… a época é setembro e outubro quando a ilha está mais verde, as trilhas são bonitas e o mar ainda mais claro.

Quando decidi viajar, de certa forma sabia disso, mas a época do ano que eu tinha disponível era janeiro, e mesmo não gostando de surfar (até porque eu não sei) resolvi ir assim mesmo.

2 - Ir para Noronha requer uma ação casada, principalmente se você estiver indo em períodos de férias ou feriado. Você tem que coincidir horário de vôos, disponibilidade de pousada e estar dentro do número máximo de turista na ilha definido pelo Ibama.

Os vôos:

Não tem vôo direto para ilha. As cia aéreas que chegam lá é a Gol e a Trip, todas saindo de Recife (parece que tem vôo que sai de Natal também). Como não tenho saco de ficar entrando e saindo do avião optei por um vôo da Trip que saiu do Rio, fez três escalas e foi para Noronha. A vantagem é que foi o mesmo vôo, ou seja, embarquei no Rio e desembarquei em Noronha sete, isso mesmo, sete horas depois. Ah, vale lembrar que a Trip é mais barata que a Gol e o avião MUITO mais confortável, o espaço entre as cadeiras é bem melhor e você não se sente engavetada (eu me sinto assim nos vôos da Gol e da Tam: dentro de uma gaveta quando o cara da frente resolve inclinar o encosto)

Hospedagem:

Noronha tem dois hotéis do tipo mega chic e que custam muito caro. Fora isso tem uma ou outra pousada, mas o legal mesmo é ficar nas “pousadas domiciliares” que são as casas dos moradores da ilha. Em geral o dono separa uma parte da casa para a pousada e mora com a família na outra parte. Além de serem mais em conta, você interage melhor com o dia a dia das pessoas e se sente realmente em casa. Nada de conforto, mas todos muito à vontade.

Nos hospedamos na pousada do Max, chamada Algas Marinhas. Max é uma figura conhecida na ilha, embora seja um pouco monossilábico. Nos divertimos um bocado com ele e a sua família.

Taxa de Preservação:

Você só pode desembarcar em Noronha se estiver com a taxa de hospedagem paga. O local é ambientalmente protegido (e comece a se acostumar com isso porque vai ouvir muito essa expressão em Noronha. Tudo é protegido e preservado). Essa taxa é um controle do número de pessoas na ilha coma função de preservá-la através do controle do número de turistas por dia. Você pode pagar pela internet ou quando chegar na ilha. É individual e custa R$ 38,24 por dia, mas o valor aumenta conforme o número de dias. Por exemplo, para passar 30 dias em Noronha você deverá pagar uma taxa de 3.157,21.

Eu preferi pagar antes para não correr o risco de ter que alterar a minha programação de dias na ilha e nem encarar a fila que fica no aeroporto na hora da chegada. Você pode emitir o boleto pelo site oficial de Noronha (http://www.noronha.pe.gov.br/), pagar e na hora é só apresentar o comprovante. Não esqueça de levá-lo!!!!!

Você pode reduzir o número de dias, nesse caso o valor é restituído, ou pode aumentar, nesse caso paga uma multa. O ideal é fazer uma programação e respeitá-la.  

No link abaixo tem mais detalhes e a tabela de valores: http://www.ilhadenoronha.com.br/ailha/taxadepreservacao_em_noronha.php

 

3 - Aqui tem alguns sites de referencia, mas se colocar “Fernando de Noronha” no Google vai aparecer um monte de informações.

http://www.ilhadenoronha.com.br/

http://www.noronha.com.br/index.html

http://www.noronha.pe.gov.br/  (site oficial do governo)

 

4 - Tudo na ilha é muito caro e muitas vezes não tem, já que os produtos precisam chegar de Recife. O ideal é levar tudo para não precisar comprar nada lá.

Fizemos essa listinha para não esquecer nada:

1.      MUITA ALEGRIA

2.      Protetor solar para o corpo

3.      Protetor solar para o rosto

4.      Hidrante de cabelo com protetor solar

5.      Hidratante para o corpo

6.      Colírio

7.      Repelente

8.      Caladril

9.      Hipoglos

10.   Boné

11.   Tênis (aquela sandália de caminhada não vale a pena. Eu levei e me arrependi. Para as trilhas o ideal é tênis.)

12.   Mascara, nadadeiras e snoker

13.   Mochila (você vai passar o dia todo fora e precisa levar roupa para trocar, toalha, água, etc)

14.   Blusas dessas de academia que secam rápido (boa de ter na bolsa e vestir quando o sol rachar o ombro)

15.   Um bom óculos escuro (mas do tipo que se arranhar a gente não fica deprimida e com aquele prendedor de borracha para não cair do rosto nas trilhas e escaladas)

16.   Câmera digital a prova d´água. Se tiver leva. Se não, tem um casal que aluga por R$50,00 por dia e entrega o CD na sua pousada no final do dia. Eles estão sempre no porto na hora que o barco sai com a turma do mergulho.

17.   Se você for mergulhar, leva uma bermuda do tipo segunda pele e uma blusa de manga comprida daquelas de surfista para colocar por baixo da roupa de mergulho. Eu fiquei com alergia a roupa (que é alugada) e depois disso passei a usar a bermuda e a blusa para evitar o contato com a pele.

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://jaquefuiteconto.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.